Bolsa sobe 7,7% e bate recorde; dólar tem a maior queda em oito anos
O Ibovespa subiu 7,70% e fechou aos 206.911,89 pontos, recorde histórico, segundo a B3; na máxima do dia chegou a 209.605 pontos. Foi a maior alta diária desde 2020. Bradesco subiu 13,78% e Banco do Brasil, 12,10%. O dólar comercial caiu 4,12%, para R$ 5,002, a maior queda diária em oito anos segundo o Valor. Os juros futuros despencaram, e o Tesouro Direto saiu do ar por algum tempo. O J.P. Morgan elevou ações brasileiras a overweight, e parte do mercado passou a projetar corte de 0,50 ponto na Selic em dezembro.
O mercado aposta numa mudança de política econômica. Juros e câmbio mais baixos, se mantidos, aliviam o custo da dívida pública e das empresas.
Dólar mais barato reduz o custo de viagens e de importados. Para quem investe em títulos prefixados, a queda dos juros futuros eleva o preço dos papéis.
Os preços refletem a expectativa de ajuste fiscal e de menos intervenção estatal.
É euforia de um dia; o risco fiscal segue na curva, e nada está decidido até 25 de outubro.
Uma alta de 7,7% num dia é preço de eleição, não de lucro de empresa. Ela pode ser devolvida tão rápido quanto veio. Vale observar as pesquisas do segundo turno: o mercado vai reagir a cada uma delas.
DailyDrop Edição Brasil Nº 1 · Edição da manhã · seg., 5 de out. de 2026