Sánchez dissolve as Cortes e convoca eleições gerais antecipadas para 29 de novembro
Pedro Sánchez anunciou a 5 de outubro a dissolução das Cortes Gerais e eleições para 29 de novembro, depois de o Congresso ter rejeitado na sexta-feira, 2 de outubro, dois decretos do Governo sobre habitação; um deles caiu com o voto contra do Junts (Jornal de Negócios, RTP). Sánchez informou o rei e convocou um Conselho de Ministros extraordinário para dissolver as Cortes. O decreto deve ser publicado na terça-feira, para que, 54 dias depois, as eleições se realizem no domingo 29 de novembro. A legislatura terminaria em 2027. As sondagens colocam o PP à frente, sem maioria absoluta, e Feijóo reagiu dizendo que «por fim, os espanhóis decidirão» (Diario de León, Folha de Pernambuco).
A estabilidade em Espanha é importante para Portugal por razões comerciais, energéticas e europeias, e o resultado de novembro pode alterar o equilíbrio entre os principais partidos.
Para quem exporta ou investe em Espanha, a campanha traz incerteza regulatória; para o leitor comum, o efeito direto é pequeno.
O Governo diz que a habitação é uma prioridade social e que os decretos foram chumbados por uma maioria negativa.
A oposição acusa o Governo de legislar por decreto sem apoio parlamentar e de querer evitar um desgaste maior.
A habitação será o tema central da campanha. Convém acompanhar as sondagens do PP e do PSOE, a posição do Junts e o impacto nos mercados da dívida espanhola.
DailyDrop Edição Portugal Nº 2 · Edição da manhã · ter., 6 de out. de 2026