Nobel da Física vai para Francis Halzen, o cientista que transformou o gelo do Polo Sul num detetor de neutrinos
A Academia Real das Ciências da Suécia atribuiu a 6 de outubro o Nobel da Física de 2026 a Francis Halzen, belga-americano de 82 anos, da Universidade de Wisconsin-Madison, por contribuições decisivas para o observatório IceCube e pela descoberta de neutrinos de alta energia de origem astrofísica (Itatiaia, dgabc, Perfil, Tagesschau). O IceCube ocupa um quilómetro cúbico de gelo no Polo Sul e ficou concluído em 2011. Em 2013 revelou os primeiros neutrinos vindos do espaço profundo. O prémio, de 12 milhões de coroas suecas, não é partilhado, segundo uma das fontes.
Os neutrinos atravessam quase tudo e permitem estudar fenómenos violentos do universo, como buracos negros e explosões de estrelas, que a luz não mostra.
Sem efeito direto no dia a dia; é ciência fundamental, que costuma dar origem a tecnologias a longo prazo.
Cientistas veem no prémio o reconhecimento da astronomia de neutrinos como nova janela para o cosmos.
Alguns lembram que os prémios dependem de grandes equipas e que a atribuição a uma só pessoa simplifica a história.
Um Nobel para uma ideia que levou décadas a concretizar. Vale a pena ver o que o IceCube e as suas atualizações já planeadas revelam a seguir.
DailyDrop Edição Portugal Nº 3 · Edição da manhã · qua., 7 de out. de 2026