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Centenas de milhares de estudantes protestam em França; Macron convoca reunião de crise no Eliseu

O Ministério do Interior francês contou, na terça-feira 6 de outubro, 256 mil manifestantes em todo o país, 56 mil dos quais em Paris; os sindicatos falam em 450 mil (Spiegel, Tagesschau). A polícia usou gás lacrimogéneo e, pela primeira vez em Paris, canhão de água. O presidente da câmara de Saint-Denis, Bally Bagayoko, foi atingido por gás ao tentar proteger manifestantes (dgabc). Os protestos começaram em meados de setembro contra o subfinanciamento, a sobrelotação e a degradação das escolas. A AP contou mais de 6.100 detenções, a maioria de menores (Tribuna do Sertão); a Inspeção-Geral da Polícia abriu 18 inquéritos. Macron convocou uma reunião de crise no Eliseu.

É a maior mobilização juvenil em França em muito tempo e acontece quando o Governo anuncia cortes no orçamento de 2027, em plena pré-campanha presidencial.

Há muitos portugueses e lusodescendentes em França; escolas fechadas e greves de transportes podem afetar famílias e viagens.

Os estudantes dizem que o Estado desinvestiu na escola pública e que a repressão é desproporcionada.

O Governo fala de ordem pública e de violência em alguns protestos, incluindo incêndios em escolas.

O número de detidos e os inquéritos à polícia vão contar tanto como o tamanho das marchas. Convém ver se Macron cede em orçamento ou só em tom.

DailyDrop Edição Portugal Nº 3 · Edição da manhã · qua., 7 de out. de 2026

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