Portugal · Economia · Imprensa ✓ 5 meios · declarações do primeiro-ministro e do ministro das Finanças

Montenegro pede o fim da «insensatez» do petróleo; Finanças afastam cortes no ISP e o IVA Zero, mesmo com a inflação a acelerar

Luís Montenegro falou no domingo, 11 de outubro, em São João da Madeira, e condenou a «insensatez» da subida do preço do petróleo, pedindo que a questão fique resolvida nas próximas semanas e dizendo que «não podemos deixar-nos ir abaixo» (RTP, ECO, Observador, Público). No Jornal de Negócios, Miranda Sarmento defendeu que o Orçamento do Estado para 2027 é «equilibrado» e «pragmático», mantém o equilíbrio das contas públicas e volta a aliviar impostos, e disse que o Governo ajustará a atuação se a inflação continuar a subir, mas que cortes no ISP e o IVA Zero estão afastados. Disse também que «houve precipitação do PS» nas dúvidas sobre o cumprimento das condições para a abstenção. O PS pediu a audição urgente de 16 entidades (Público). O barómetro DN/Aximage diz que a abstenção do PS divide os portugueses (Diário de Notícias).

Combustíveis mais caros alimentam a inflação, e o Governo tem pouca margem para os baixar sem pôr em causa as contas públicas e a votação do Orçamento.

Para quem enche o depósito, a mensagem é que não há desconto fiscal à vista. O que pode mudar o preço à bomba é o petróleo lá fora.

O Governo diz que o Orçamento é prudente e que ajustará medidas se a inflação o exigir.

A oposição, incluindo o PS, pede apoios para os setores afetados pelo custo da energia.

Dois sinais valem mais do que as palavras: o preço do petróleo esta semana e a votação do Orçamento. Se o petróleo subir e o PS endurecer, a margem do Governo diminui.

DailyDrop Edição Portugal Nº 8 · Edição da manhã · seg., 12 de out. de 2026

Ler a primeira página de hoje →