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Trump anuncia «cessar-fogo energético» entre a Rússia e a Ucrânia; Zelensky diz que foi surpreendido e a Rússia atinge uma central em Carcóvia

Trump escreveu na Truth Social, no domingo, 11 de outubro, que «com efeito imediato» há um cessar-fogo energético entre a Rússia e a Ucrânia e que ambas as partes aceitaram (Reuters, BBC, Axios, Bloomberg). Zelensky disse ao Axios que a notícia foi «novidade» para ele, que a Ucrânia aceita se a Rússia aceitar e que aguarda detalhes; à ABC, disse que Kiev fará eleições se a Rússia aceitar uma trégua de 60 dias, e a Reuters escreve que a Ucrânia deixará de atacar refinarias se Moscovo parar os ataques à energia. A Rússia atingiu uma central térmica em Carcóvia horas depois, segundo Zelensky (Kyiv Independent, The Hill), e a Reuters nota que Moscovo mantém os ataques. O Financial Times noticia que Washington ameaça bloquear armas para a Ucrânia por causa dos ataques a refinarias russas. O ministro da Defesa britânico, Wes Streeting, disse à BBC que o Reino Unido não apoia o acordo do gasóleo.

Se o cessar-fogo for real, alivia a rede elétrica ucraniana e pode baixar a pressão sobre o preço da energia. Se for só um anúncio, reforça a ideia de que Washington e Moscovo falam por cima de Kiev e dos aliados europeus.

Para Portugal, o efeito mais direto é no preço: Montenegro pediu o fim da «insensatez» da subida do petróleo, e qualquer sinal de menos ataques a refinarias e a exportações de gasóleo mexe com o preço à bomba.

Quem defende o acordo, como o secretário do Tesouro Scott Bessent, diz que o gasóleo russo beneficia os norte-americanos e que o Governo agirá com «todos os poderes legais» disponíveis (Fox News, via FinancialJuice).

Quem critica, de senadores a governos aliados, diz que o acordo dá receitas a Moscovo para financiar a guerra (Carney, segundo o Observador) e que Trump «anuncia intenções mais do que realidades» (comentário no Observador).

Até haver confirmação de Moscovo e uma data de arranque, tratamos isto como um anúncio, não como um cessar-fogo. O teste é simples: se as centrais ucranianas e as refinarias russas deixarem de ser atacadas esta semana.

DailyDrop Edição Portugal Nº 8 · Edição da manhã · seg., 12 de out. de 2026

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