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António Costa será o «principal negociador» do orçamento da UE depois das críticas à proposta da presidência irlandesa

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, será o «principal negociador» do orçamento plurianual da UE até 2034, depois de críticas «de norte a sul» à proposta da presidência irlandesa (RTP, Observador). A proposta incluía cortes de cerca de 8%, segundo o Observador, e Costa tentará aproximar os países «frugais» dos países da coesão para um acordo até ao fim de 2026, de modo a que o orçamento entre em vigor a 1 de janeiro de 2028 (Observador, Jornal de Negócios). O calendário é apontado como obstáculo.

O orçamento plurianual define quanto dinheiro a UE gasta em fundos de coesão, agricultura, investigação, defesa e apoio à Ucrânia. Um acordo tardio ou com cortes pode atrasar projetos.

Para o leitor português, o orçamento da UE condiciona os fundos para estradas, comboios, agricultura e investigação na próxima década.

Os países que pagam mais ao orçamento da UE querem cortes e disciplina.

Os países que recebem mais fundos querem manter a coesão e a agricultura.

Ter um português a negociar não garante um bom acordo para Portugal. O que vale é saber, até ao fim do ano, o que fica nos fundos de coesão e na política agrícola.

DailyDrop Edição Portugal Nº 8 · Edição da manhã · seg., 12 de out. de 2026

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