Trump defende o acordo do gasóleo com Putin; legisladores dos dois partidos queixam-se e o Kremlin rejeita uma trégua de 60 dias
O Presidente Trump defendeu o acordo com a Rússia sobre o gasóleo, e a Reuters escreveu que legisladores dos dois partidos se queixaram. A mesma agência, citando fontes, disse que os EUA esperam «suavizar» Moscovo nas negociações de paz e que a Rússia afirma poder exportar até 3,5 milhões de toneladas por mês até ao fim do ano. A Ucrânia acusa a Rússia de violar a trégua energética (Reuters, AP) e o Kremlin rejeitou um cessar-fogo de 60 dias. A UE adotou quase 1.600 novas sanções (Reuters).
O gasóleo é uma das mercadorias que mais pesa na fatura de transportes e alimentos na Europa. Um acordo que facilite as exportações russas pode baixar preços, mas é criticado por dar dinheiro a Moscovo enquanto a guerra continua.
Para os automobilistas portugueses, qualquer efeito nos preços do gasóleo nas bombas demora semanas e depende também do petróleo. O que pesa é o preço do barril e a taxa de câmbio entre o euro e o dólar.
Quem defende o acordo diz que mais gasóleo no mercado alivia os preços e pode dar à diplomacia uma alavanca sobre Moscovo.
Os críticos, nos EUA e na Europa, dizem que o acordo enche os cofres de guerra da Rússia e enfraquece as sanções.
Não encontrámos o texto do acordo nem uma confirmação russa dos seus termos; tudo o que se sabe vem de fontes anónimas e de declarações. Convém ler com cuidado quem afirma que o acordo «funciona» ou «falha».
DailyDrop Edição Portugal Nº 9 · Edição da manhã · ter., 13 de out. de 2026