Companhias aéreas cancelam voos para a Arábia Saudita e Riade fica com os céus quase vazios depois dos ataques huthis ao aeroporto
Na segunda-feira, 12 de outubro, a Arábia Saudita continuava a lidar com as consequências dos ataques huthis ao aeroporto de Riade. A Reuters noticiou que companhias aéreas cancelaram voos para o país e que os céus sobre a capital estavam largamente vazios; a AP escreveu que Riade investiga como é que as defesas falharam. A Reuters informou ainda que executivos de petrolíferas foram retirados de um evento, e a Turquia, o Paquistão e o Egito condenaram os ataques. Há feridos filipinos e indianos em cuidados intensivos (Inquirer, Philstar, Economic Times). A RTP registou pelo menos um morto no ataque de domingo.
Riade é um centro de ligações aéreas e o maior mercado do Golfo; um aeroporto fechado ou evitado afeta viajantes, peregrinos e empresas. Um ataque bem-sucedido a uma grande infraestrutura saudita, numa região com petróleo, também mexe com os preços da energia.
Se tem viagem marcada para a Arábia Saudita, ou com escala em Riade, confirme o voo diretamente com a companhia e leia os avisos do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Para as famílias portuguesas, o efeito mais provável é indireto, através dos combustíveis.
Os governos que condenaram os ataques dizem que visar um aeroporto civil é inaceitável e exigem proteção reforçada das rotas aéreas.
Os huthis, que reivindicaram os ataques, apresentam-nos como retaliação no conflito com a Arábia Saudita; analistas alertam que a escalada pode arrastar mais países.
O número de mortos e a origem exata dos projéteis ainda não têm duas fontes independentes, por isso não os repetimos como certos. O que se pode afirmar é o efeito: voos cancelados, céus vazios e uma investigação saudita aberta. O que acompanhar hoje é se os voos regressam e se o Irão responde sobre Ormuz.
DailyDrop Edição Portugal Nº 9 · Edição da manhã · ter., 13 de out. de 2026