O horário eleitoral gratuito voltou ao rádio e à TV na sexta-feira, 9, e vai até 23 de outubro, com tempo igual para Flávio Bolsonaro e Lula, segundo a cobertura. Na estreia, Flávio prometeu manter programas sociais, e Lula criticou cortes no governo de Jair Bolsonaro, informa o G1. O Datafolha no Distrito Federal deu Flávio com 49% e Lula com 43% no segundo turno; nos votos válidos, a conta da Folha é 54% a 46%. Em outras perguntas do instituto, 43% esperam que a vida fique igual se Lula vencer, e 78% acham muito importante que haja debates, mas a Record cancelou o debate que planejava. Anitta declarou voto em Lula, o TSE tirou do ar um site que pagava criptomoedas por apoio a Flávio, e o ministro Kassio Nunes Marques baixou uma regra para acelerar ações de propaganda.
O segundo turno é em 25 de outubro, e a propaganda, os apoios e os números de pesquisa mexem com o humor do mercado e com a disputa pelo comando do Congresso.
Um número do Distrito Federal não representa o país. Compare pesquisas nacionais, confira a data e a margem de erro e desconfie de vídeos sem fonte.
Quem vê vantagem de Flávio aponta para o Datafolha, para os apoios e para o mercado, que reagiu com recorde da Bolsa.
Quem vê o jogo aberto lembra que a pesquisa do DF é local, que a propaganda mal começou e que há duas semanas de campanha.
O que mexe com o eleitor nos próximos dias é a propaganda, e não um nome famoso. Vale acompanhar se os próximos Datafolha nacionais confirmam a distância e se a Justiça Eleitoral segura as disputas por vídeos e sites sem travar a campanha.
G1 · Valor · Folha · Agência Brasil · Gazeta do Povo · Revista Oeste (9–10/10) · pesquisa conforme a imprensa; registro no TSE não conferido
Horário eleitoral estreia no segundo turno, Anitta declara voto em Lula e Datafolha no DF dá Flávio 49% a 43%
A propaganda na TV e no rádio vai até 23 de outubro, com tempo igual para os dois candidatos. O TSE tirou do ar um site que pagava criptomoedas por apoio a Flávio, e a Record cancelou o debate entre os dois.
O horário eleitoral gratuito voltou ao rádio e à TV na sexta-feira, 9 de outubro, para o segundo turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT). Segundo a Gazeta do Povo e a Revista Oeste, a propaganda vai até 23 de outubro, com tempo igual para os dois, de segunda a sábado. Na estreia, Flávio prometeu manter os programas sociais, e Lula criticou cortes feitos no governo de Jair Bolsonaro, informa o G1. O Valor resume a estratégia de cada lado: Flávio quer falar da vida real do eleitor, e Lula aposta no medo do que viria com o adversário. Lula também participou de uma passeata no Distrito Federal, e Flávio se reuniu com lideranças políticas no Rio, segundo o G1. No campo das pesquisas, o Datafolha no Distrito Federal deu Flávio com 49% e Lula com 43% no segundo turno, informa o G1; nos votos válidos, a conta da Folha é de 54% a 46%. Em outros resultados do instituto, 43% esperam que a vida fique igual se Lula vencer, e o eleitorado se divide sobre como seria um governo Flávio, segundo G1 e Folha. O instituto também perguntou por que parte dos eleitores não votou no primeiro turno: viagem, saúde, desinteresse e trabalho lideram os motivos, e 13% citam desinteresse, informam G1 e Folha; para o G1, a abstenção de 2026 foi a maior desde 1998. Para 78%, é muito importante que os dois participem de debates, mas a Record cancelou o debate que havia planejado, informam Valor e Gazeta do Povo.
A cantora Anitta declarou voto em Lula num vídeo nas redes, criticou Flávio e disse ter sido ingênua ao subestimar o bolsonarismo, segundo Valor e Folha. No campo jurídico, a ministra do TSE mandou suspender um site que oferecia criptomoedas a quem divulgasse conteúdo a favor de Flávio, informam G1, Valor e Agência Brasil; a Folha noticiou que o grupo por trás do token brigou depois de prejuízos e tirou a política do site até a eleição. O ministro Kassio Nunes Marques baixou uma regra para acelerar a análise de ações de propaganda no TSE após críticas, segundo Valor e Folha, que também registra uma guerra judicial no segundo turno, com ordens de ministros contra Lula e uma ação do PT contra Flávio. Ainda segundo a Folha, o favoritismo de Flávio já mexe com a disputa pelo comando da Câmara e do Senado, e o centrão se movimenta, com a reeleição de Hugo Motta e de Alcolumbre em xeque. No Senado, Davi Alcolumbre pautou a PEC do fim da escala 6x1 para quarta-feira, 14, segundo G1, Valor e CNN Brasil. O mercado leu o quadro como favorável a Flávio, e o Ibovespa fechou em recorde. A eleição será decidida em 25 de outubro, e a segunda-feira, 12, é feriado de Nossa Senhora Aparecida, com a Bolsa fechada.