Presidente do TSE manda derrubar o canal “Exército do Lula” no WhatsApp, e o corregedor reverte a ordem horas depois
No domingo, 11, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, atendeu a campanha de Flávio Bolsonaro e mandou o WhatsApp suspender o canal “Exército do Lula”, criado pelo deputado André Janones e com mais de 3 milhões de seguidores, segundo a Folha. O prazo era de três horas depois da notificação. Janones chamou a ordem de censura. No início da tarde, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, suspendeu a ordem e devolveu o canal ao ar; a decisão dele é preliminar, e o plenário dará a palavra final, segundo o G1. Lula disse achar “um absurdo” e estar “desconfiado do comportamento da Corte eleitoral”. O vice-presidente do TSE, André Mendonça, proibiu o PT de impulsionar vídeos que dizem que Flávio é contra a escala 6x1.
Canais e perfis em redes sociais são o principal palco da campanha no segundo turno, e as decisões do TSE sobre o que fica no ar podem pesar nas últimas duas semanas. A reversão em poucas horas mostra que a corte está dividida sobre até onde deve intervir.
Se você recebe conteúdo de campanha no WhatsApp, saiba que canais e perfis podem ser suspensos e religados por decisão judicial. Confira a origem antes de repassar.
Quem defende a suspensão diz que a Justiça Eleitoral deve conter propaganda irregular nas redes e que a campanha de Flávio tem o direito de pedir a medida.
Quem critica fala em censura a um canal de apoio a um candidato e lembra que decisões individuais do presidente do TSE já foram derrubadas pelo plenário em agosto, segundo JB e Diário de Pernambuco.
O que importa agora é a data e o placar do plenário. Se a corte confirmar a decisão do corregedor, a ordem de Nunes Marques perde força; se a reverter, o canal sai do ar a duas semanas do voto. Vale separar a briga jurídica do conteúdo do canal, que ninguém aqui verificou.
DailyDrop Edição Brasil Nº 8 · Edição da manhã · seg., 12 de out. de 2026