Governo elogia «contas sólidas» no Orçamento; Chega adia o voto e o PS duvida de duas condições
Depois de o Governo entregar a proposta de Orçamento do Estado para 2027, o Executivo elogiou as «contas sólidas» e a oposição criticou-a (RTP). André Ventura, presidente do Chega, disse que o Governo apresentou um «mau orçamento», que o partido não é «muleta» e que o voto será decidido «a seu tempo». O Chega vai apresentar «muitas propostas de alteração», nomeadamente sobre portagens, IVA dos combustíveis e isenção de IVA em bens alimentares essenciais. O PS manifestou dúvidas sobre se o Governo cumpriu duas das condições que apresentou, mas não pôs em causa a abstenção na generalidade, a 28 de outubro. A votação final global é a 24 de novembro.
A posição do Chega e do PS decide se o Orçamento passa e com que alterações. Um voto contra do Chega e uma abstenção do PS bastam para a aprovação na generalidade.
As alterações podem mexer em portagens, IVA de combustíveis e alimentos. Só saberá o que vigora em janeiro depois da votação final.
O Governo diz que as contas são sólidas e o Orçamento responsável.
A oposição diz que o Orçamento não responde ao custo de vida e aos combustíveis.
Só temos uma fonte e não sabemos quais são as duas condições em dúvida. O que se negociar entre o PS, o Chega e o Governo antes de 24 de novembro é o que conta.
DailyDrop Edição Portugal Nº 6 · Edição da manhã · sáb., 10 de out. de 2026