O comité Nobel norueguês atribuiu a 9 de outubro o Nobel da Paz de 2026 a Navi Pillay, jurista sul-africana de 85 anos, antiga juíza do Tribunal Penal Internacional e antiga alta-comissária da ONU para os direitos humanos (Diário de Pernambuco, Folha de Pernambuco, Reuters, AP, BBC). Horas depois, o secretário de Estado Marco Rubio anunciou sanções ao TPI, a quem chamou «tribunal desonesto». A Reuters escreve que as medidas vão mais longe do que as anteriores, que visavam mais de uma dúzia de juízes e responsáveis, e que podem penalizar empresas que prestem serviços ao tribunal. Segundo a CBS, Rubio prometeu desmantelar o tribunal se não mudar. As notícias ligam a decisão aos mandados de captura contra Benjamin Netanyahu e Yoav Gallant. O procurador do TPI condenou as sanções e disse que o trabalho continua; os ministros do Reino Unido, Canadá, Dinamarca, França, Alemanha, Itália, Japão e Países Baixos assinaram uma declaração de apoio. Netanyahu acusou o comité Nobel de parcialidade.
A sanção a todo um tribunal internacional é inédita e testa a capacidade de a Europa e outros aliados protegerem uma instituição da qual os EUA já se afastaram. Portugal é parte do Estatuto de Roma.
Para o leitor, o efeito é sobretudo político e jurídico: o tribunal pode ver o acesso ao sistema financeiro e a serviços cortado, o que condiciona investigações.
Washington diz que o TPI é «desonesto» e que as sanções protegem pessoal de segurança e responsáveis eleitos.
Os países aliados e o tribunal dizem que as sanções atacam o Estado de direito e a justiça internacional.
O Nobel e a sanção no mesmo dia dão a medida da divisão. O que falta é uma posição clara dos governos europeus que não assinaram, Portugal incluído, e a forma como bancos e empresas reagem à ameaça de sanções secundárias.
Diário de Pernambuco, Folha de Pernambuco, Reuters, AP, BBC (9–10 out 2026)
Nobel da Paz para Navi Pillay, antiga juíza do TPI; horas depois, os EUA sancionam o próprio tribunal
A jurista sul-africana de 85 anos foi distinguida na sexta-feira pelo comité Nobel. O secretário de Estado Marco Rubio anunciou sanções ao Tribunal Penal Internacional, e oito países aliados dos EUA assinaram uma declaração de apoio ao tribunal.
O comité Nobel norueguês atribuiu o Nobel da Paz de 2026 a Navi Pillay, sul-africana, antiga juíza do Tribunal Penal Internacional e antiga alta-comissária da ONU para os direitos humanos, que liderou o tribunal para o genocídio no Ruanda e uma comissão da ONU que acusou Israel de genocídio em Gaza (Diário de Pernambuco, Folha de Pernambuco, Reuters). Horas depois, Marco Rubio anunciou sanções ao TPI, a quem chamou «tribunal desonesto». As medidas vão mais longe do que as anteriores contra mais de uma dúzia de juízes e podem penalizar empresas que prestem serviços ao tribunal; as notícias ligam-nas aos mandados de captura contra Benjamin Netanyahu e Yoav Gallant.
O TPI classificou as sanções como um ataque ao Estado de direito, e o procurador disse que o trabalho continua. Os ministros dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, Canadá, Dinamarca, França, Alemanha, Itália, Japão e Países Baixos emitiram uma declaração de apoio; Portugal, parte do Estatuto de Roma, não consta da lista, e o DailyDrop não viu reação portuguesa. Netanyahu acusou o comité Nobel de parcialidade e chamou «sectária» a Pillay (Folha de Pernambuco).