Luís Neves sob pressão: PS pede «remodelação» na Administração Interna e Ventura ataca o ministro depois da saída de Ricardo Carrilho
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, e os secretários de Estado justificaram a exoneração do secretário-geral Ricardo Carrilho com uma «quebra de confiança» e «episódios de particular gravidade» (Público, Jornal de Negócios, RTP). Carrilho, em entrevista à CNN Portugal, fala em «saneamento» e «mentira» e diz que havia «vidas em risco»; o gabinete do ministro nega uma «purga política». O secretário-geral do PS, Carneiro, defendeu uma «remodelação» no MAI e anunciou que o PS vai propor a abstenção no Orçamento de 2027 (Observador, RTP). Ventura acusa o ministro de gerir dinheiro público de forma «absolutamente irresponsável» (CNN Portugal).
O caso põe à prova a autoridade do ministro sobre o seu próprio ministério e dá ao PS e ao Chega um argumento contra o Governo, ao mesmo tempo que o PS diz que não quer crise política.
A segurança interna depende de organismos que funcionam bem; uma guerra aberta entre o ministro e os seus dirigentes preocupa quem espera respostas rápidas das polícias e dos serviços de emergência.
O ministério diz que a saída resultou de uma perda de confiança e de episódios graves que comprometeram o funcionamento dos serviços.
Carrilho diz que foi afastado por ter levantado problemas e fala em ilegalidades; o PS e o Chega usam o caso para pedir responsabilidades ao ministro.
Há duas versões incompatíveis e nenhuma foi provada em público. Falta o ministro explicar os «episódios de particular gravidade» e Carrilho concretizar as ilegalidades. Até lá, convém desconfiar de quem já tem sentença.
DailyDrop Edição Portugal Nº 10 · Edição da manhã · qua., 14 de out. de 2026