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Inflação nos EUA acelera e Wall Street fecha em baixa; o FMI avisa que juros mais altos tornam «urgente» o ajustamento orçamental

Os preços ao consumidor nos Estados Unidos aceleraram em setembro, com a gasolina mais cara e a inflação subjacente mais firme (Reuters). O Financial Times escreveu que a inflação anual subiu para 3,7%, ligando-a à guerra com o Irão; só encontrámos este número nesta fonte. A Bloomberg escreveu que a inflação elevou as apostas numa subida de juros da Reserva Federal, e a Reuters que a decisão se prevê apertada; a Reuters ouviu também dirigentes da Fed a pedir calma: Daly disse que são prováveis mais subidas, sem urgência, e Bowman defendeu esperar para ver. A RTP resumiu que Wall Street fechou em baixa, arrastada pela inflação e pelo custo do endividamento ligado à inteligência artificial, e a Reuters e o Financial Times descreveram uma queda forte das bolsas asiáticas. Antes dos números, o FMI avisara que a dívida pública mundial deverá atingir 100% do PIB até 2029 (CNN Portugal), que os juros pesarão 10% da receita pública (Jornal de Negócios) e que o ajustamento orçamental é «urgente» (Público).

Inflação mais alta empurra os bancos centrais para juros mais altos, e juros mais altos encarecem o crédito de famílias, empresas e Estados. O aviso do FMI junta as duas pontas: os países que se endividaram barato têm agora de pagar mais por essa dívida.

Se tem crédito à habitação com taxa variável, as decisões de juros nos EUA não mudam diretamente a sua prestação, mas influenciam o ambiente em que o Banco Central Europeu decide. Os índices de Lisboa e o câmbio do euro não os confirmámos em duas fontes, por isso não os damos.

Quem aposta numa subida de juros lê os números como prova de que a inflação não está domada.

Quem pede calma, como Daly e Bowman, diz que há tempo para decidir e que reagir à pressa seria um erro.

Um número de inflação não faz tendência, e o de 3,7% vem de uma só fonte. O que se pode afirmar é a direção: preços a subir, apostas em juros a subir, bolsas a descer. Hoje convém ver se a queda das tecnológicas se confirma na abertura europeia, e se os dirigentes da Fed mantêm o tom de calma.

DailyDrop Edição Portugal Nº 11 · Edição da manhã · qui., 15 de out. de 2026

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