Zelensky pede a Musk que devolva o acesso à Starlink; Kiev diz que as restrições travam missões militares e Musk responsabiliza os EUA
Um assessor da presidência ucraniana disse que a SpaceX limitou o funcionamento da Starlink na Ucrânia, com impacto em missões militares (Reuters). O Guardian escreveu que os soldados em combate viram o acesso restringido, e o Financial Times que Kiev foi apanhada de surpresa, também por falhas de informação durante um ataque russo. Zelensky pediu a Musk que restabeleça o acesso (Jornal de Negócios, Observador). Segundo o Observador e a News18, Musk atribuiu as perturbações ao governo dos EUA, que, segundo a News18, controla o serviço militar Starshield. Kiev diz que os EUA não a avisaram dos ataques russos (RTP, Reuters), e a Reuters escreveu que a Europa não tem uma alternativa rápida.
A Ucrânia depende da Starlink para comunicar e para missões com drones, segundo a Reuters. Se um serviço de uma empresa privada falha em plena guerra, a capacidade militar de um país fica nas mãos de decisões comerciais ou políticas de terceiros.
Não há efeito direto para o leitor português. Mas a dependência da Europa de sistemas de satélites norte-americanos está em discussão, e as nossas fontes dizem que a alternativa europeia não é imediata.
Kiev vê nas restrições um risco para a defesa ucraniana; o polaco Sikorski perguntou a Musk, segundo a Reuters, se está a fazer política com a Starlink.
Musk atribui as falhas ao governo dos EUA, que controlaria o Starshield; a SpaceX não deu, nas nossas fontes, uma explicação própria.
Há dois pedidos de explicação que ainda não têm resposta: da SpaceX, sobre o que mudou, e de Washington, sobre se deu alguma ordem. Enquanto isso, a tese da «retaliação» de Gouveia e Melo é uma leitura, não um facto. A pergunta prática é quando a Ucrânia recupera o serviço que perdeu.
DailyDrop Edição Portugal Nº 11 · Edição da manhã · qui., 15 de out. de 2026