O debate da Band foi realizado em 18/10, das 20h às 22h, com Eduardo Oinegue e Adriana Araújo como mediadores, conforme o Poder360. Segundo as reportagens, Flávio Bolsonaro disse em 13/10 que não iria e confirmou em 14/10; no primeiro turno ele teve 47,03% e Lula, 45,16%. A EFE relatou que Lula citou os pagamentos de Daniel Vorcaro ligados a um filme sobre Jair Bolsonaro e que Flávio citou Lulinha, investigado em três casos. Lula disse que "a mentira é o forte da família Bolsonaro" e acusou Eduardo Bolsonaro de conspirar a partir dos EUA. Em economia, Flávio criticou a dívida pública de R$ 11 trilhões e Lula defendeu o salário mínimo e o crédito, segundo reportagem reproduzida pelo Congresso em Foco. O Portal Flagrante e o Cenário MT avaliaram que o eleitor saiu sem respostas claras.
Num segundo turno que vem de uma diferença de menos de dois pontos no primeiro turno, o debate é uma das últimas ocasiões em que os dois aparecem lado a lado para um público que não acompanha a campanha diariamente. Os temas escolhidos, corrupção nos círculos próximos e custo de vida, são os que cada lado tenta associar ao adversário. Como os dois casos citados, Banco Master e inquéritos sobre Lulinha, estão em investigação, o debate serve também de vitrine para versões que ainda não passaram pelo crivo da Justiça.
Quem vai votar em 25/10 encontra no debate o único formato em que os dois respondem à mesma pergunta ao mesmo tempo. Vale separar o que é fato registrado (as investigações existem) do que é acusação sem prova apresentada no palco, como as frases de efeito de cada lado.
Para quem avaliou o desempenho de Lula, segundo reportagens, ele manteve o discurso de renda e emprego e usou o caso Master para pressionar Flávio sobre a origem do dinheiro do filme. O argumento é que o tema é verificável e está sob apuração da PF.
Para quem avaliou o desempenho de Flávio, segundo as mesmas reportagens, ele conseguiu colocar o custo de vida e a dívida pública no centro e devolveu a acusação de corrupção citando os inquéritos sobre Lulinha. O argumento é que o governo é quem responde pelos resultados.
Está confirmado que o debate ocorreu, quem participou e o que cada um disse; não está confirmado quem "ganhou", e nenhuma pesquisa posterior ao debate foi divulgada até agora. O que vale acompanhar nesta semana é a próxima rodada de pesquisas e o debate da Globo, em 23/10.
EFE via CNN em Español e Infobae (19/10); El Tiempo (19/10); Congresso em Foco e A Notícia do Vale (19/10); Poder360, Gazeta SP e O Povo (13 a 15/10)
Lula e Flávio Bolsonaro trocam acusações de corrupção no primeiro debate do segundo turno, na BandLula e Flávio Bolsonaro trocam acusações de corrupção no primeiro debate do segundo turno, na Band
Confronto de domingo (18/10) girou em torno de Vorcaro, Lulinha, segurança e custo de vida; o segundo turno é em 25 de outubro.
O primeiro debate do segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) foi realizado no domingo (18/10) na Band, das 20h às 22h, com mediação dos jornalistas Eduardo Oinegue e Adriana Araújo, segundo o Poder360 e a emissora. Flávio havia dito em 13/10 que não iria, mas confirmou presença na quarta (14/10), depois de Lula confirmar a sua, de acordo com a Gazeta SP e O Povo. No primeiro turno, Flávio teve 47,03% dos votos (56,1 milhões) e Lula, 45,16% (53,8 milhões), números citados nas reportagens. A agência EFE, reproduzida pela CNN em Español e pelo Infobae, relatou que o embate girou em torno das suspeitas de corrupção nos círculos dos dois candidatos. Lula questionou Flávio sobre os pagamentos de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, que teriam financiado um filme sobre Jair Bolsonaro, caso sob investigação da Polícia Federal. Segundo a EFE, Flávio respondeu com a frase "seu nariz está crescendo, Lula, tenha cuidado".
Ainda conforme a EFE e o El Tiempo, Flávio atacou Lulinha, filho de Lula, investigado em três casos por suposto tráfico de influência; Lula respondeu que o senador também foi protegido pelo pai, disse que não esconde nada nem demitiu juiz, em alusão à saída de Sérgio Moro do governo Jair Bolsonaro, e afirmou que "a mentira é o forte da família Bolsonaro". Flávio disse que o governo Lula virou um mercado de negócios e que seus governos sempre foram marcados pela corrupção. Lula acusou o irmão de Flávio, Eduardo Bolsonaro, de conspirar a partir dos Estados Unidos. Na economia, segundo reportagem reproduzida pelo A Notícia do Vale e pelo Congresso em Foco, Lula defendeu seu legado, a valorização do salário mínimo, mais crédito e investimentos em indústria e inovação, com a ideia de fazer "o dinheiro circular na mão das pessoas". Flávio abriu com perguntas sobre o preço da comida, chamou a dívida pública de R$ 11 trilhões de "mais um recorde negativo" e propôs que o governo compre dívidas de pessoas e empresas com os bancos por valor reduzido. O Portal Flagrante escreveu que os dois ficaram na defensiva, e o Cenário MT, que o eleitor indeciso saiu sem respostas claras.