A taxa das obrigações do Tesouro dos EUA a dez anos subiu cerca de oito pontos base para perto de 5,35% na quarta-feira, 7 de outubro, o nível mais alto desde 2002, segundo a CNBC. O leilão de 39 mil milhões de dólares de obrigações a dez anos fechou a 5,300%, a taxa mais alta para este prazo desde novembro de 2000, mas com procura sólida. As atas da reunião de 15–16 de setembro da Fed mostram que a subida de um quarto de ponto, para 3,75%–4,00%, foi unânime e que a maioria dos participantes antevê mais uma subida até ao fim do ano; os futuros dão cerca de 20% de probabilidade de nova subida a 28 de outubro. Em Londres, a taxa a 30 anos chegou a 6,036%, o máximo desde janeiro de 1998, e o FTSE 100 fechou a 10.458,50 (−0,79%) (Bloomberg). O Dax caiu 1,35% para 25.104,36 pontos e o Euro Stoxx 50 caiu 1,47% (Handelsblatt). Bancos perderam entre 2% e 5%.
A taxa a dez anos dos EUA serve de referência a crédito, obrigações de empresas e à dívida pública de muitos países. Quando sobe, o dinheiro sai de ações e de dívida mais arriscada, e os governos pagam mais juros.
Os juros longos afetam o crédito à habitação, em geral indexado à Euribor, e o custo de financiamento do Estado português. Os efeitos chegam com atraso.
Uma correção é saudável depois de uma longa subida das bolsas; o leilão teve procura firme, o que contraria a ideia de «greve de compradores».
Taxas longas tão altas, com o petróleo perto de 100 dólares, mostram que os investidores exigem mais prémio pelo risco orçamental e inflacionista.
A taxa a 5,3% é o preço que o mercado pede para financiar dívida durante dez anos. O que decidirá se isto é um susto ou uma mudança é o petróleo e a próxima reunião da Fed a 28 de outubro. Do lado de Portugal, convém ver se os juros da dívida nacional acompanham e se os bancos cotados continuam a perder.
CNBC, Handelsblatt, Bloomberg (7 out 2026)
Juros da dívida a longo prazo disparam nos EUA e no Reino Unido e as bolsas europeias caem mais de 1%
A taxa das obrigações do Tesouro norte-americano a dez anos chegou a 5,35%, o valor mais alto desde 2002, e a das obrigações britânicas a 30 anos a 6,036%, a mais alta desde 1998. As atas da Fed indicam que a maioria dos participantes espera mais uma subida de juros este ano.
A taxa das obrigações do Tesouro dos EUA a dez anos subiu cerca de oito pontos base para perto de 5,35% na quarta-feira, o nível mais alto desde 2002, segundo a CNBC. O leilão de 39 mil milhões de dólares de obrigações a dez anos fechou com uma taxa de 5,300%, a mais alta para este prazo desde novembro de 2000, mas com procura sólida. Em Londres, a taxa das obrigações a 30 anos subiu até 6,036%, o máximo desde janeiro de 1998, e o FTSE 100 fechou 0,79% mais baixo, nos 10.458,50 pontos (Bloomberg). Em Frankfurt, o Dax perdeu 1,35%, para 25.104,36 pontos, e o Euro Stoxx 50 caiu 1,47%, para 6.180,29 (Handelsblatt).
As atas da reunião de setembro da Fed mostram que a subida de um quarto de ponto, para 3,75%–4,00%, foi unânime e que a maioria dos participantes antevê mais uma subida até ao fim do ano; os futuros dão cerca de 20% de probabilidade de nova subida na reunião de 28 de outubro. A pressão vem também do petróleo, de volta perto dos 100 dólares por barril. Em Wall Street, o S&P 500 recuou 0,22% para 7.801,77 pontos. O DailyDrop não viu o fecho do PSI nem as taxas da dívida portuguesa.